Saturday, December 10, 2016

Paquete MARCONI de 1963


O magnífico navio de passageiros italiano GUGLIELMO MARCONI, fotografado em 1963 no Mediterrâneo durante as provas de mar contratuais, mostrando toda a elegância do seu casco. Construído para a carreira Itália - Austrália da companhia Lloyd Triestino, com o seu gémeo GALILEO GALILEI, em Janeiro de 1976 o MARCONI foi transferido para a carreira do Brasil e Rio da Prata da Itália, passando a fazer escalas regulares em Lisboa até Junho de 1977. De seguida foi adaptado para cruzeiros e baseado em Nova Iorque com as cores da companhia ICI, como se pode observar na segunda imagem, mas os resultados não foram animadores e o navio acabou vendido à companhia Costa, passando a ser o COSTA RIVIERA.

Artigo dedicado a um velho amigo especialmente devoto deste paquete a turbinas...
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Friday, December 09, 2016

SPITSBERGEN ex-ATLÂNTIDA


Tenho adiado falar do belíssimo novo paquete norueguês SPITSBERGEN pelo que este navio e a sua triste história associada à origem portuguesa representa para os figurantes ilustres do País de Marinheiros de primeira água deste Portugal cada vez mais azul, pois a saga do ex-ATLÂNTIDA traduziu-se no mais completo atestado de tudo o que em Portugal deixou de funcionar no que se refere aos navios e ao mar com a desmaritimização destes 40 anos. 

O meu amigo Mike Louagie acaba de publicar no seu blogue as impressões de viagem no SPITSBERGEN, com um texto simpático, apesar de repetir que o navio foi vendido aos Noruegueses por 18 milhões o que está longe de ser verdade, Aqui fica o convite, cliquem na ligação a seguir
e digam lá se o último navio de passageiros dos Estaleiros Navais de Viana do Castelo não é uma beleza? Que falta ele faz nos Açores... Devo acrescentar que este navio custou a cada contribuinte português SETENTA EUROS. Isto noves fora os milhões gastos no afretamento de ferries aos gregos estes anos todos. 
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Corveta JACINTO CÂNDIDO a sair de Lisboa


Corveta NRP JACINTO CÂNDIDO fotografada ao anoitecer de 9 de Dezembro de 2016 a descer o Tejo rumo à Barra e ao Alto Mar para mais uma missão, talvez uma nova comissão nos Açores, talvez uns dias em serviço SAR, enfim mais uma missão da velha corveta, ou melhor, a mais antiga das três ainda em serviço activo, porque isto de velhos são os trapos apesar dos 46 anos desta linda corveta.

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Wednesday, December 07, 2016

Navio de Pilotos COMANDANTE MILHEIRO


O vapor de pilotos COMANDANTE MILHEIRO serviu a pilotagem e a navegação no Porto de Lisboa durante mais de quarenta anos, de 1928, quando foi construído em Paisley, na Escócia, até ser abatido após 1974. Com 400 toneladas de arqueação bruta e 40 metros de comprimento, o COMANDANTE MILHEIRO estava equipado com um máquina a vapor de tripla expansão, e de origem queimava carvão, até que depois da segunda guerra mundial, as caldeiras foram adaptadas para queimar óleos. Alternava com o vapor COMANDANTE PEDRO RODRIGUES, construído em Lisboa em 1938, períodos fundeado frente ao Bom Sucesso, ou ao largo de Cascais, sempre com pilotos a bordo disponíveis para darem entrada aos navios. Era um belo vapor e foi pena que tenha sido desmantelado sem que se tivesse tentado alguma forma de preservação. Modelo existente na torre VTS e de Pilotagem do Porto de Lisboa.
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Tuesday, December 06, 2016

SERENISSIMA in Lisbon


The classic expedition cruise ship SERENISSIMA has just finished a refit in Lisbon's Navalrocha yard and looks to be in pristine condition to resume her Noble Caledonia cruise program in the Caribbean on 19 December. 
SERENISSIMA has been in Lisbon since 4th November and is due to depart on December 7th on a positioning voyage to Antigua.

SERENISSIMA was built in Norway in 1959-60 as HARALD JARL (1960-2002). She became the expedition cruise ship ANDREA in 2002 and sails as SERENISSIMA since April 2013.
Photos by Luís Miguel Correia taken in Lisbon on 4th December 2016.
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Tuesday, November 29, 2016

Recordando o SANTA MARIA de 1953


Paquete SANTA MARIA fotografado em Gibraltar durante um cruzeiro a partir de Lisboa


Quanto mais revejo o SANTA MARIA no âmbito do novo livro que estou a preparar sobre os NAVIOS DE PASSAGEIROS PORTUGUESES, mais lamento o seu abate prematuro e penso que este navio, vendido para a sucata com apenas 19 anos podia ter durado muitas décadas mais e ter permitido uma transição de parte da frota portuguesa para o mercado de cruzeiros então nascente.
Anúncio publicado no Diário de Lisboa (e em diversos outros jornais nacionais no mês de Outubro e Novembro de 1953) publicitando a viagem inaugural do N/T SANTA MARIA

Gémeo do VERA CRUZ ao qual se introduziram alguns melhoramentos, o SANTA MARIA foi um navio absolutamente magnífico, provavelmente o mais bem conseguido paquete de luxo que Portugal alguma vez teve. 
Anúncio de prestígio da Shell relativo à viagem inaugural do SANTA MARIA. 
De facto a imagem reproduzida mostra o VERA CRUZ

Foi um navio de prestígio de concepção muito avançada para a época, se tivermos em consideração que o projecto datava de 1949. Foi o segundo navio em que viajei e do qual tenho umas saudades imensas. 
Paquete SANTA MARIA fotografado de cima da Ponte Salazar a 1 de Junho de 1973 
quando o navio saiu de Lisboa pela última vez, com destino à Ilha Formosa 
onde foi desmantelado. Fotografia do Arq. Raul Vieira

O novo livro tem sido pretexto para recolha de elementos históricos e aqui ficam alguns... 
Podia fazer um livro só sobre este belíssimo navio, mas desta vez fica apenas um capítulo e provavelmente a capa.
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COSTA FORTUNA: mais uma largada


Paquete italiano COSTA FORTUNA em mais uma largada do Tejo, ao final da tarde de 22 de Outubro de 2014.

A título de curiosidade, a Costa, que opera navios de passageiros desde 1948 e é uma das pioneiras dos cruzeiros modernos, ao fazer a transição das linhas regulares para as viagens de turismo a partir da década de 1950, adaptou a sua chaminé clássica a um modelo que recria as antigas chaminés dos vapores, num arranjo positivo e cheio de personalidade.
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Chaminés vermelhas

De entre os numerosos elementos arquitectónicos associados a um navio, aprecio especialmente as chaminés, quer pela sua forma física, quer pelas cores que apresentam e que normalmente traduzem a imagem da companhia armadora ou do operador. 
Não resisto a pequenos estudos fotográficos em que o elemento é a chaminé nas suas diversas perspectivas e pormenores, e se da chaminé sair fumo, melhor, embora aqui o fundamentalismo politicamente correcto ganhe a batalha da imagem contemporânea dos navios sem fumo aparente. 
Só não deitam fumo os veleiros quando se lhes desligam os motores auxiliares. 
Fumo saí sempre, mas não é negro na maior parte das situações e não se nota. E acreditem que o fumo de um navio pode ser perfumado, como acontecia nos navios de turbinas a vapor que queimavam nafta e se rodeavam de um aroma único, que tantas vezes apreciei, por exemplo a passar a ponte do cais da Rocha se o vento empurrava o fumo dos grandes paquetes da Colonial, ou de um qualquer visitante ilustre para o lado de terra.
Uma companhia cujas cores e forma da chaminé - vista como ícone de marca da companhia - são particularmente interessantes é a Carnival Cruise Lines, de que apresentamos diversas imagens da chaminé do CARNIVAL LEGEND, registadas já há alguns anos. 
Este tipo de chaminé "nasceu" em 1980 com o primeiro paquete novo construído de raiz para a companhia, o TROPICALE (actual OCEAN DREAM), e resultou de uma combinação feliz, adaptando a cauda de um Boeing 727 à estética funcional de um paquete, em que as asas da chaminé retomaram o sistema inaugurado em 1961 pelo FRANCE de evacuação do fumo para o bordo a favor do vento. 
Já as cores da Carnival, vermelho, branco e azul, resultaram de uma adaptação, barata mas feliz, das cores do paquete EMPRESS OF CANADA que em 1972 foi comprado pela Carnival, passando a ser o MARDI GRAS. 
Os tons de verde da Canadian Pacific deram lugar ao azul e ao vermelho, numa nova combinação bem sucedida, em contraste com a moda actual de exagero em termos de novos designs de imagem aplicados aos navios, feitos normalmente por elementos que ignoram as especificidades marítimas próprias dos navios, isto numa época em que quase não há armadores tradicionais, com as empresas espremidas por contabilistas ou fundos de capital em que a única coisa que interessa de facto é o lucro no final do exercício e o premiozinho aos CEÓóóóssss.
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Tuesday, November 08, 2016

Contrastes no rio Tejo

Cada vez mais o nosso Mundo apresenta os mais variados contrastes, como o retratado ontem nesta imagem dos navios AIDABLU e SAGRES a cruzarem-se no Porto de Lisboa: o AIDABLU a largar rumo ao Funchal, a SAGRES a regressar à Base Naval de Lisboa, no Alfeite, depois de ter estado atracada ao cais da Banática que ontem comemorou os 100 anos da primeira atracação de um navio.
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Saturday, November 05, 2016

CONCERTO DIA NACIONAL DO MAR 2016

A celebração do Dia Nacional do Mar teve a origem na “Convenção das Nações Unidas sobre o Direito do Mar”, que entrou em vigor a 16 de Novembro de 1994. Portugal ratificou o documento em 1997. Sendo nós uma nação fortemente ligada ao mar, ficando marcada para a posteridade como o país dos Descobrimentos Marítimos, o Centro de Conhecimento do Mar não podia deixar de oferecer diferentes iniciativas para celebrar este dia. O Concerto, que se realiza no dia 16 Novembro às 21H00 no Grande Auditório da Fundação Calouste Gulbenkian, celebra também os 150 anos do Clube Militar Naval. Entrada livre mediante solicitação de bilhetes até ao dia 11 de Novembro, por e-mail, para ba.eventos@marinha.pt. Limitado aos lugares disponíveis. Para Mais informações: Agenda Cultural do Portal CCM

Tuesday, November 01, 2016

BARRACUDA em Cacilhas


O Submarino NRP BARRACUDA encontra-se desde 25 de Julho de 2013 na Doca No.1 do antigo estaleiro Parry & Son, em Cacilhas, onde vai fazendo companhia à Fragata DOM FERNANDO SEGUNDO E GLÓRIA, e aguarda trabalhos de conservação e adaptação a utilização como museu. Fomos espreitá-lo mais uma vez a 8 de Setembro de 2016, quando fizémos este registo que aqui se partilha. Deseja-se que esta situação de "limbo" não se prolongue por muito mais, a ferrugem no casco do velho Submarino não acrescenta nada à dignidade do local nem dos navios aí expostos. Mais imagens e ideias associadas ao NRP BARRACUDA aqui.
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Thursday, October 27, 2016

Cacilheiros turisticos





Os últimos sobreviventes da série de sete cacilheiros alemães comprados pela Transtejo à Hadag em 1977 e 1996, S PAULUS e TRAFARIA PRAIA andavam atarefados na tarde de 26 de Outubro de 2016 nos seus passeios fluviais com turistas pelo Tejo, já quase no final da época. 
Pena não terem sido aproveitados mais cacilheiros desta série...

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Porta-contentores MUSIC

Imagens do porta-contentores "Português" MUSIC a sair de Lisboa na tarde de 26 de Outubro de 2016. Construído em 2007 com o nome SLIDUR, o MUSIC tem 7552 GT e 9322 TDW, pertence à companhia alemã Kopping Reederei e está registado na Madeira. Fotografias de Luís Miguel Correia.


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Wednesday, October 26, 2016

As chaminés das cinco estrelinhas

A Compagnie Maritime des Chargeurs Réunis foi uma das mais importantes empresas armadoras francesas, com serviços regulares de passageiros e carga de França para a América do Sul, África e Oriente, para além de cruzeiros turisticos em determinadas épocas. As carreiras da América do Sul e de África faziam escala em Lisboa onde eram muitos conhecidos os vapores com as chamines amarelas e brancas com as cinco estrelas vermelhas, numa combinação plástica única e muito original, replicada em Portugal nas chaminés dos rebcadores FOZ DO VOUGA, de Aveiro.
Ainda cheguei a fotografar navios de carga desta empresa em Lisboa, inclusive em reparação no estaleiro da Lisnave - Rocha. Estes navios eram agencidos pela firma João de Brito, com escritório no Cais do Sodré onde hoje, graças à Desmaritimização, funciona um bar irlandês.
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Tuesday, October 25, 2016

PORTO DE LISBOA: 129 ANOS


Forte de São Julião da Barra, onde o Tejo se encontra com o Atlântico e começa a jurisdição do Porto de Lisboa que vai até Vila Franca

Outubro é tempo de aniversário do Porto de Lisboa, não porque o Criador tenha acabado por aqui o seu sétimo dia de realizações fluviais e portuárias nesse mês, mas por ter sido a 31 de Outubro de 1887 que arrancaram as obras marítimas do que é ainda hoje o conjunto de docas do Porto de Lisboa. E as obras arrancaram nesse dia por ser o aniversário do Rei, então o Senhor D. Luíz, que mais tarde teve direito a rebocador com o seu nome e tudo.

As obras do Porto de Lisboa (que ainda prosseguem na medida em que este se tem mostrado dinâmico e se reinventa à medida dos progressos diversos associados aos navios, às cargas e às cidades que o rodeiam) foram, com o Caminho de Ferro, as grandes obras do Estado Português concretizadas na segunda metade do século XIX, e enquadradas no Fontísmo e na ânsia de que o País recuperasse o atraso face à Europa desenvolvida. 
Pensava-se então que Lisboa se transformaria num cais da Europa, com a navegação internacional a deixar no Tejo as suas cargas que daqui seguiriam por comboio para os seus destinos finais. Era já o sonho da carga de baldeação que agora se chama transhipment, não por falta de termos genuínos locais. 
O Porto de Lisboa cresceu e desenvolveu-se ao longo do século XX como o maior porto português, grande entreposto colonial e ultramarino, num mundo de regalias partilhadas com Leixões - o outro "porto de primeira", porque os restantes eram secundários, com parco investimento e influência local, de acordo com a classificação do Estado Novo.
EBORENSE, barco da carreira da Trafaria a Belém, e o mais antigo cacilheiro em actividade, nascido em Viana do Castelo em 1954


Essa característica de Primeiro Porto Português associada historicamente ao Porto de Lisboa é no entanto muito anterior às obras iniciadas há 129 anos, pois aqui quem realmente foi decisivo terá sido o Criador, ao conceder à natureza um estuário com todas as condições para um grande porto, aliás bem aproveitadas durante séculos desde a mais remota antiguidade, e que estiveram na própria origem da cidade de Lisboa que até há poucas décadas quase tudo devia ao rio e ao porto.

Navio de cruzeiros THOMSON SPIRIT em navegação no Porto de Lisboa com os terminais de passageiros e de carga de Santa Apolónia em segundo plano


Passageiros e carga continuam a fazer a história funcional do Porto de Lisboa, nas formas modernas de turistas e de contentores, aqui a cruzarem-se na tarde de 18-10-2016,
 o BRITANNIA e o AZURA de saída com passageiros, o MAERSK KOBE a entrar para 
operação de carga e descarga de contentores em Alcântara


Hoje talvez com o peso de tantos séculos mais 129 anos de portualidade moderna, o Porto de Lisboa parece desencontrado da grandeza que sempre o caracterizou. Deixou de ser o porto mais movimentado, os seus cais mostram-se vazios muitas vezes, e a cidade deixou de o compreender e associar-se com orgulho às suas actividades, à medida que os lisboetas foram renunciando ao espírito marítimo de outros tempos.
Apesar das condicionantes do momento, Lisboa continua a ser um dos melhores portos naturais da Europa, e continua a pensar-se no seu desenvolvimento futuro, com destaque para a margem sul e o Barreiro. Neste aniversário é altura para felicitar o Porto de Lisboa e expressar o desejo sincero de que continue a cumprir o seu papel de grande porto e para já, que em breve volte a ser o maior porto português, não por bairrismo mas por todas as condições estarem aqui na forma natural e não ser conveniente melindrar o Criador com o seu desperdício continuado.
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